CONSTRUÇÃO CIVIL 4.0 NO BRASIL

A chamada indústria 4.0 vem sendo o caminho natural para aumentar a competitividade do setor de construção civil, por meio das tecnologias digitais. Considerada a 4° Revolução Industrial, é um movimento de modernização, que utiliza conceitos como automação no canteiro de obras, gestão de projetos com softwares e emprego de novas tecnologias construtivas.

Especialistas explicam que, no Brasil, essa integração das tecnologias físicas e digitais ainda é tímida, mas que já há movimentação no sentido de garantir menor impacto ambiental, um custo viável, além de atender a requisitos de desempenho e aumento de produtividade.

De acordo com Vanderley John, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), investir na construção 4.0 é sinônimo de crescimento econômico e reorganização do setor da construção. Como exemplos dessas mudanças, cita o compartilhamento digital de informações, a produção digital com impressoras 3D, a automatização de processos mentais e a coleta de dados por sensores.

A tecnologia que possui maior probabilidade de impacto na construção é a Building Information Modeling (BIM) ou, em Português, Modelagem da Informação da Construção. O BIM é um conceito inovador nos projetos para construções, pois, diferente do desenho usual, em 2D, a modelagem com essa tecnologia trabalha com modelos 3D que, além de serem mais fáceis de assimilar, são mais fiéis ao produto final, sendo maquetes virtuais que auxiliam a análise de possíveis erros de projeto.

A construção 4.0 foi assunto discutido, recentemente, em Paris, durante o Seminário Internacional da Confederação Internacional das Associações de Construção (CICA), com o tema “Construção 4.0 para Cidades e Infraestrutura Mais Inteligentes”. Durante as palestras, foram debatidos os desafios para a era da conectividade digital e a integração das novas ferramentas tecnológicas para a otimização de processos. A reinvenção do setor de construção frente às novas demandas de produtividade também foi abordada.

Com informações da CBIC e Portal Massa Cinzenta

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