Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro de 8 a 18 de novembro

 

De 8 a 18 de novembro a cidade receberá mais uma edição do Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro. Uma seleção de espetáculos nacionais e internacionais inéditos no Brasil, que vão do circo infantil ao contemporâneo, estão na programação. As mais de 30 apresentações terão entrada gratuita ou a preços populares e ocuparão espaços diversos, como equipamentos culturais e socioculturais e praças públicas de comunidades.

 

O virtuosismo e a criatividade dos artistas circenses nacionais marcarão a noite de abertura do festival, com a Mostra Competitiva Brasileira de Circo. Dez performances pré-selecionadas pela curadoria do evento serão apresentadas no dia 8/11, às 20h, no Circo Crescer e Viver, localizado na Praça Onze. Os cinco primeiros colocados terão a oportunidade de representar o país na Mostra Competitiva Sul-Americana de Circo, que acontecerá no dia 15/11, também na lona do Circo Crescer e Viver. Na ocasião, oito artistas internacionais, escolhidos pelas mais importantes organizações sul-americanas de circo (La Tarumba – Peru, Circo para Todos – Colômbia, Circo del Sur – Argentina, Circo del Mundo – Chile e Circo Crescer e Viver – Brasil), se juntarão aos brasileiros para apresentar suas habilidades nas artes circenses. Os vencedores serão escolhidos pelo público e por um júri de especialistas, e os três primeiros colocados receberão prêmios.

Um time de atrações internacionais traz para o festival uma mostra do cenário circense mundial, com espetáculos inéditos no Brasil. Da Inglaterra vem a Cia Fauna, com uma performance de circo contemporâneo e multidisciplinar que combina acrobacia de alto nível, teatro físico e música ao vivo. No espetáculo “Fauna”, cinco acrobatas traçam um paralelo entre o comportamento humano e os gestos instintivos dos animais, reproduzindo um ambiente que captura o público para um universo alternativo do reino animal. A cena francesa estará representada por duas companhias: a Lazuz Company, com o espetáculo “Lazuz”, e a Cie Two, com “Finding no man’s land”. O primeiro leva ao picadeiro um dinâmico encontro entre um acrobata e um malabarista, enquanto o segundo retrata duas pessoas que vivem em um mundo poético que beira o impossível, o humor e a tragédia. Todos os espetáculos internacionais serão apresentados no Circo Crescer e Viver.

As artes circenses brasileiras também estarão muito bem representadas por um diverso grupo de companhias. O Coletivo Nopok, do Rio de Janeiro, levará seu espetáculo “Carrilhão” a locais como o Teatro SESI de Jacarepaguá, à Lona Cultural Herbert Vianna, na Maré, e ao Nós do Morro – Vidigal Show. Em cena, uma dupla de artistas se desdobra entre diversos personagens e narrativas utilizando alegorias de diferentes épocas. “Porumtriz”, um espetáculo-depoimento que relata as memórias de uma tragédia, é o título trazido pelo Coletivo Instrumento de Ver (Brasília), que terá apresentações na Arena Dicró, na Penha.

Balbúrdia – Foto: Alessandra Fratus

Fenômeno do circo infantil brasileiro, o carioca “Circo do Topetão” terá sessões na Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, local que também receberá o espetáculo “Balbúrdia”, da Artinerant’s, de São Paulo. Na encenação, os artistas da companhia paulistana utilizam movimentos e imagens que desconstroem a estrutura circense tradicional. De Brasília vem o Circo Teatro Artetude com “Brincadeiras de Circo”, onde cinco palhaços revivem a magia do circo, resgatando e reintroduzindo a linguagem do teatro de rua e do brincar popular. Serão nove apresentações, em diferentes locais: Cidade das Artes; Centro Cultural Phabrika de Arthes, na comunidade Fazenda Botafogo; Projeto Música Encantada, na Pavuna; Praça do campo sintético (Ilha do Governador); Arena Carioca Abelardo Barbosa, em Guadalupe; e Crab/Sebrae, na Praça Tiradentes.

Nesta quinta edição, as atividades do Festival Internacional de Circo extrapolam o picadeiro e avançam para o cinema e a literatura. O Estação Net Botafogo e o Ponto Cine (Guadalupe Shopping) receberão sessões do filme No risco do Circo, no Risco da vida. Dirigido por Kátia Lund e Lili Fialho e filmado no Crescer e Viver, o documentário aborda os desafios do artista de circo, que supera dores e enfrenta os riscos de sua profissão. O livro As tintas do Riso – Maquiagem e palhaçaria será lançado durante o festival, no Circo Crescer e Viver. Na obra, a maquiadora e palhaça Nayara Homem aborda questões sobre a finalidade da maquiagem e a escolha das cores e formas.

SERVIÇO:
5º Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro
De 8 a 18 de novembro de 2018
Classificação etária de todos os espetáculos: Livre
Ingressos a venda no site www.ingressocerto.com/5o-festival-internacional-de-circo

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