Crédito imobiliário aquece e movimenta mercado

 

Após anos desafiadores, a expectativa é que o mercado imobiliário entre em uma fase de retomada, a partir desse ano. O período de incertezas eleitorais ficou para trás, assim como as projeções mostram que a taxa de juros deve seguir em patamares mais baixos e inflação sob controle, favorecendo a tomada de crédito que movimenta o setor. Para este ano, a previsão é de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%, segundo boletim recente Focus, promovida pelo Banco Central.

O crédito imobiliário volta a aquecer e movimentar o mercado. Com isso, volta a atenção do mercado financeiro para oferecer mais linhas de crédito e, em especial, a procura do investidor em tomar o crédito imobiliário.

No ano passado o mercado imobiliário já apresentou alguns sinais positivos, ainda que sobre uma base deprimida. Na cidade de São Paulo, por exemplo, um importante termômetro do setor, as vendas de imóveis residenciais cresceram 41,2%, de janeiro a outubro, em comparação com o mesmo período de 2017, de acordo com o Secovi-SP. Nesse mesmo período, houve um avanço de 25,8% nos lançamentos de unidades residenciais na capital paulista, conforme a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Segundo o levantamento de uma das maiores consultorias do setor imobiliário, as taxas de vacância em edifícios comerciais e corporativos vem diminuindo, gradativamente. De 2016, quando a taxa média de vacância destes tipos de imóveis atingiu seu ápice, até o final de 2018, a queda foi de 8 pontos percentuais.

Nos últimos anos, em função dos poucos lançamentos nos segmentos residencial e corporativo, em função da crise, os estoques foram diminuindo. Assim, de acordo com especialistas, com as perspectivas mais otimistas para a economia, novos projetos devem sair do papel e os preços do metro quadrado podem até começar a subir em algumas localidades.

Segundo o levantamento anual do Credit Suisse, que mensura a distribuição da alocação de ativos dos investidores em diversos países, mostra que entre os investidores brasileiros, os imóveis representam a maior fatia, em média, 59% do patrimônio total, ante 41% em ativos financeiros. O relatório do banco destaca que os brasileiros mantêm uma ligação especial com bens imobiliários.

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