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‘Casa brasileira’ vai mostrar imóveis de Murilo Benício, Sônia Bridi e outras personalidades

Suzete Aché, 10/01/2020

Programa do GNT também gravou uma das últimas entrevistas da escritora Fernanda Young

Cenógrafo, roteirista e diretor de TV, Alberto Renault também é o idealizador do bem-sucedido programa “Casa Brasileira”, do GNT, que estreia hoje a 12ª temporada, batizada “Casa Brasileira — Cidades”. Serão 13 episódios, dois por noite, sempre aos domingos às 21h30m. Ele escancara sua intenção para quem não tem intimidade com seu trabalho. “Casa é emoção. E o que me interessa são as histórias de vida que encontro dentro delas. Podem ser poderosas ou humildes.”

Os dois episódios deste domingo são dedicados ao Rio. Entre as casas retratadas, estão as do ator Murilo Benício e da jornalista Sônia Bridi. “Murilo é apaixonado por arquitetura. Como ele trabalha com arte, a casa não poderia deixar de ter elementos criativos, como uma piscina que adentra a sala. Também destaco o espaço para ensaios, um dos lugares mais interessantes da residência dele”, conta Alberto. Já Sônia vai mostrar os objetos que compra em suas inúmeras viagens pelo mundo. “Depois de sair do Brasil que tem geada e faz frio, caí nessa exuberância tropical”, comenta a jornalista catarinense, em referência ao imóvel em que mora, localizado no meio da mata. “Uma cidade feia e pichada é uma gritaria visual que estressa as pessoas. Precisamos buscar a beleza. Ter verde.”

Outro entrevistado é o arquiteto francês Jean de Just, que transformou uma cobertura no emblemático Edifício Seabra — conhecido como Dakota carioca — em vários apartamentos e resolveu ficar por lá: agora, faz seus projetos num escritório com vista para a Baía da Guanabara.

A durabilidade da atração, lançada em 2010, tem um sabor a mais para a equipe: a apresentação do centésimo episódio, no dia 16 de fevereiro. “Nele, será exibida uma entrevista com a arquiteta mineira Freusa Zechmeister, uma pioneira no ramo também reconhecida no meio artístico”, diz Alberto. Em dez anos de peregrinação pelos quatro cantos do mundo, ele contabiliza mais de mil casas visitadas. Apesar de ser um dedicado pesquisador, nunca quis ser arquiteto. “Sempre fui curioso. Quando era menino, morava num prédio de muitos andares e me divertia tocando os botões do elevador para ver como eram os halls dos moradores”, confessa, afirmando que, mais do que arquitetura, procura mostrar “recortes da vida dos donos”.

Renault também gravou uma das últimas entrevistas da escritora Fernanda Young, morta no ano passado. O apartamento da roteirista está incluído no terceiro episódio, chamado “Ponte Aérea”, que vai ao ar no dia 19 e explora o diálogo de moradores e arquitetos com o modo de viver do Rio e de São Paulo. “A casa de Fernanda reflete a sua alma barroca, original, irônica e delicada. Ela era autoral na vida e sua casa retratava isso”, conta.

A série também passa por São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Minas Gerais. Nesse passeio, há curiosidades como a casa do escritor e sociólogo Gilberto Freyre (1900-1987) no Recife, a da poeta norte-americana Elizabeth Bishop (1911-1979) em Ouro Preto (MG) e a do escritor Jorge Amado (1912-2001), na Bahia.

E Renault não para: em março, lança, também no GNT, “Caminho Zen”, com Fernanda Lima e Monja Coen e está terminando o livro “Fotos caseiras”, com imagens feitas por ele durante os dez anos de gravação do “Casa brasileira”.

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