História do bairro da Praça Seca, ou seria, Largo do Visconde de Asseca

Atualmente considerado um dos bairros mais perigosos da cidade do Rio Janeiro, Praça Seca tem uma história que vai muito além de notícias ruins e um futuro que pede mais. Principalmente paz.

Nos primórdios, o bairro se chamava Largo do Visconde de Asseca. Isso porque, Visconde de Asseca era o maior proprietário de terras na região. Visconde de Asseca, que nasceu em 1698 e faleceu em 1777, foi o principal responsável pela urbanização do bairro. Homem influente que era, ele conseguiu grandes avanços para a região.

A construção do coreto da Praça Seca em 1928. A armação veio da Praça Onze de Junho. Foto Malta (MIS)

Muitas das terras de onde hoje em dia fica o bairro da Praça Seca pertenceram à família de Asseca, por gerações”, destaca Marcelo Borges, pesquisador e morador do bairro.

Construção das jardineiras da Praça

O Visconde de Asseca era Martim Correia de Sá e Benevides, filho de Salvador Correia de Sá e Benevides, que foi governador do estado do Rio de Janeiro por três vezes.

Já no século XVIII, o 4º Visconde de Asseca (Martim Correia de Sá e Benevides Velasco), evidentemente descendente do primeiro Visconde de Asseca, doou à comunidade local uma área para a criação de um jardim. O espaço ganhou o nome de Largo do Visconde de Asseca, depois Largo d’Asseca e, por fim, nomeado pela população de “Praça Seca”.

Em praticamente todo o século XX, desde a década de trinta até a de 1980, a região da Praça Seca recebeu inúmeras famílias de imigrantes portugueses. Praça Seca é considerado o marco inicial do desenvolvimento da região de Jacarepaguá. Inclusive a família do fundador do Diário do Rio, Quintino Gomes Freire.

Ainda falando de século XX e Jacarepaguá, o bairro abrigou os principais cinemas da região: o cine Baronesa e o Ipiranga.  Que o futuro nos traga histórias muito melhores sobre a esta região.

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