Rio Zoo vai se transformar em um bioparque

Bichos soltos, humanos ‘presos’. O RioZoo, na Quinta da Boa Vista, vai virar um bioparque com conceito de enclausuramento inverso e ambientes similares ao habitat natural dos animais, por onde as pessoas vão circular em túneis, passarelas e barcos. As obras começaram ontem, no Dia Mundial do Meio Ambiente, com a demolição simbólica do recinto de aves aquáticas, espaço de cerca de 200 m².
Durante as obras, o Jardim Zoológico abrirá ao público sexta, sábado, domingo e feriado, com algumas interdições. O custo é de R$ 65 milhões, com investimentos 100% privados, e a construção vai durar dois anos. A estimativa do Grupo Cataratas, responsável pelo zoo, é de que 1,3 milhão de pessoas por ano visitem o espaço após as obras. “Saem as grades e entram recintos abertos, as biosferas, com integração de espécies e uso de barreiras naturais”, explica o presidente do Grupo Cataratas, Bruno Marques.
O novo Zoo terá seis grandes biosferas que representarão ecossistemas, como Floresta Tropical e Savana Africana. O passeio começa pela Biosfera das Aves, um grande viveiro com cerca de três mil m², que reunirá mais de 100 espécies. Para os visitantes mais aventureiros, há também a opção de um circuito de arvorismo dando a sensação de estar em uma verdadeira floresta tropical.
Seguindo o trajeto, o visitante chega à Biosfera dos Répteis e Insetos, ambientes com rica vegetação onde se vê tartarugas, cobras e jacarés. Os felinos e caninos também terão um espaço, com mais de 7 mil m², com leões, onças, tigres e lobos-guarás, onde o visitante ficará enclausurado observando os animais através de grandes túneis de vidro.
Os maiores animais terrestres poderão ser observados nadando em grandes tanques cujo acesso se dará por mirantes e por meio de túneis e aquários de acrílico na Biosfera dos Elefantes. O espaço terá quedas d’água, além de passarelas com visão 360 graus para o público. Ursos e animais marinhos também terão seus espaços com lagos e tanques transparentes. O balé aquático dos pinguins promete ser uma experiência inesquecível.
 
Visitantes vão poder alimentar os bichos no safári
A atual Passarela da Fauna será substituída por uma Savana, onde o público poderá participar de um safári em um rio artificial com 400 metros de extensão percorrido por barcos. Esse bioma terá espécies como zebras, gnus e girafas – que poderão ser alimentadas pelos visitantes.
A Fazendinha continuará sendo um local de educação, onde as crianças terão contato próximo com os animais. É lá que se aprende de onde vem o leite e os ovos, sempre com acompanhamento da equipe de monitoria do zoo e uma estrutura ainda maior. O parque ganha também nova área gastronômica, a Vila de Alimentação, playground, praças e áreas de circulação.
A reforma do RioZoo acontece seis anos depois do Ibama encontrar irregularidades no local. Em outubro de 2016, agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e vereadores encontraram diversas irregularidades, como animais machucados e instalações precárias, e o zoo chegou a ficar fechado. Logo depois, o Grupo Cataratas ganhou a licitação para operar o zoológico.
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