Casa Verde e Amarela é aprovado pelos deputados, aluguel social segue para decisão do Senado

Aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados, a Medida Provisória que cria o Casa Verde e Amarela ainda depende de aprovação no Senado, mas já aponta alguns caminhos a respeito de como será o programa. A meta é construir 350 mil unidades habitacionais e atender 1,5 milhão de famílias com financiamento habitacional até 2024. Além da concessão de crédito, o substituto do Minha Casa Minha Vida também prevê outras ações, como reforma para melhorias de moradia e regularização fundiária. 

O novo programa foi alvo de críticas ao longo da votação. A principal delas é de que o Casa Verde e Amarela não vai priorizar famílias de renda mais baixa, de até R$ 1,8 mil, que antes tinham a construção da casa subsidiada e pagavam parcelas entre R$ 80 a R$ 270. Também não ficou definida como será tratada a questão do aluguel social, que o governo pretende repassar à iniciativa privada, por meio de parcerias público-privadas. Uma das possibilidades é o poder público ceder terrenos para empresas que, então, vão construir unidades destinadas ao aluguel social.

O G1 fez um resumão sobre o programa. E, aqui no Imobi, já publicamos um conteúdo mostrando a evolução dos programas habitacionais brasileiros ao longo das décadas. Se você ainda não leu, dê uma conferida! 

Pesquisa do DataZAP aponta que houve queda de 43% no volume de lançamentos imobiliários no Rio de Janeiro entre janeiro e setembro de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. Um dos mais esperados do ano, entretanto, foi sucesso absoluto de vendas. Em apenas três dias, a incorporadora Bait vendeu todas as unidades do Atlantico, empreendimento que será construído no último terreno livre da orla de Copacabana. Em julho, muito antes do lançamento, o CEO da Bait, Henrique Blecher, deu entrevista para o Imobi comentando sobre este e outros lançamentos da incorporadora. Vale a pena resgatar e ler novamente. 

Também no Rio de Janeiro, mas na Barra da Tijuca, o Cyano Exclusive Residences se destaca. Conta com três prédios e um total de apenas 45 apartamentos, com quatro a seis suítes. As unidades vêm sendo divulgadas como mansões suspensas

Quem também está de olho no mercado do Rio de Janeiro é a Gafisa. Ao decidir investir novamente na cidade, a incorporadora põe um ponto final em seu “período sabático”. Com nova direção e lançamentos com VGV de R$ 2,6 bilhões, somando Rio e São Paulo, a incorporadora está apostando todas as suas fichas em 2021. 

Em São Paulo, uma incorporadora está investindo em imóveis econômicos “premium”, empreendimentos residenciais sustentáveis e que parecem prédios de luxo, mas oferecem custo acessível. A Exame traz todos os detalhes da proposta da Kazzas, que tem empreendimentos com coworking, espaço pet, energia solar e horta vertical, entre outros elementos. 

As incorporadoras que estão lançando empreendimentos comerciais, por sua vez, estão com dificuldade em preencher seus escritórios, inclusive na Faria Lima, como mostra matéria da Veja. No Estadão, um dos destaques da semana foi uma matéria que trata do impacto ambiental do uso extensivo de vidro em fachadas. 

Fundador da Cyrela, Elie Horn teve sua trajetória contada pelo Infomoney nesta semana. O perfil traz detalhes de como o empresário começou no mercado imobiliário, após uma infância e adolescência difíceis, como imigrante vindo do Líbano, até fundar uma das maiores construtoras do país. O portal MSN também publicou uma entrevista com Elie nesta semana, na qual destaca suas ações como filantropo, sendo o único brasileiro que destina 60% de seu patrimônio para a caridade. 

Após cinco anos sem lançar novos empreendimentos, a loteadora Cipasa está voltando ao mercado, neste fim de ano, agora com o nome de Nova Cipasa. Por meio da formação de uma joint venture com a gaúcha Cotiza, a estimativa é de que os lançamentos somem VGV de R$ 2,5 bilhões até 2026, com participação de 50% de cada empresa.

Imobiliárias

Na última semana, acompanhamos o movimento de algumas imobiliárias de mudar seu índice de reajuste do aluguel do IGP-M para o IPCA – tratamos sobre o assunto, inclusive, no nosso podcast. E a discussão entre índices continua quente e dividindo opiniões. Na Exame, o unicórnio defende sua mudança com uma pesquisa que aponta que os contratos de aluguéis renovados e reajustados pelo IGP-M estão até 31% mais caros do que os contratos novos, correndo o risco dos proprietários perderem seus inquilinos se não forem flexíveis. 

No UOL, duas reportagens trazem diferentes pontos de vista sobre o uso do IGP-M. Mas há um consenso: negociação. Para Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locações da Abadi, a negociação é função da imobiliária ou administradora de imóveis: “O dever de casa é analisar, saber o histórico de cada contrato, o que já foi feito em negociação e, a partir dessa análise, aplicar o índice que esteja mais adequado para colocar o aluguel na média de preço do mercado”.

No Imobi, Jean Carvalho, gerente geral de imóveis da APSA, faz uma reflexão sobre o histórico dos índices que reajustam aluguéis e sobre o cuidado na hora de mudar de índice impulsivamente. Destacamos: “Nada impede, contudo, que outros índices possam ser avaliados pelo mercado e negociados entre proprietários e inquilinos. Independentemente do índice/indexador utilizado, sempre haverá momentos de crise e sazonalidades que provocam distorções. Distorções pontuais que, de forma natural, através de negociações, serão resolvidas. Afinal, em outras ocasiões econômicas brasileiras, já tivemos o IGP-M baixo demais também, até com índices negativos”.

A vacância de imóveis residenciais no Rio de Janeiro alcançou o maior patamar em 5 anos. A quantidade de casas e apartamentos para alugar subiu 18%. Na locação comercial, ainda no Rio de Janeiro, a previsão é fechar o ano com vacância de 41%. Já em São Paulo, nos escritórios de alto padrão, o volume de imóveis desocupados foi de aproximadamente 20% no terceiro trimestre.

Um setor que está nadando de braçada é o de galpões logísticos. Com o combo de black friday e compras de Natal, a ascensão do comércio eletrônico continua. Em São Paulo, representou 297 mil m² em locações em outubro e novembro.

Na locação, o uso de inteligência de dados acelera e apoia a análise de crédito, captando com precisão os comportamentos dos possíveis inquilinos. Marcus Antonius Costa, CEO na FC ANALISE Digital, para o Imobi Report: “A análise da performance individual de responsabilidade financeira, associada à análise da performance de um grupo com o mesmo perfil econômico e social, faz nosso algoritmo ser mais assertivo no risco para locação. Assim, as decisões se tornam menos subjetivas, afastando as decisões por achismo, estereótipos, simpatia, emoção ou envolvimento pessoal”.

Falando em inteligência de dados: open banking é o conceito de compartilhamento de dados financeiros entre instituições – e o Banco Central pretende implementá-lo em 2021. Para o mercado imobiliário, a vantagem estará na análise de crédito. Com os dados em mãos, a análise do perfil do cliente será facilitada, tanto para aluguel quanto para financiamento imobiliário.

Ainda que muitas empresas estejam trabalhando na modalidade home office, não são todas as profissões que permitem teletrabalho. Assim, a localização continua sendo fator importante na escolha de um imóvel. Um estudo do Ipespe aponta que 57% das pessoas estão dispostas a mudar de casa para atender alguma necessidade que seja relacionada à proximidade do trabalho, da família, do estudo (próprio ou dos filhos), de locais de lazer e amigos. Comparado ao início do ano, esse interesse cresceu de 38% para 57%.

Já a venda de imóveis continua aquecida. Em São Paulo, em outubro, os negócios de compra e venda cresceram 23,7% comparados ao mesmo período de 2019, segundo levantamento da Fipe. Já no Distrito Federal, dados do Secovi apontam que a arrecadação do ITBI cresceu 70,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar dos bons ares, reportagem na Época Negócios traz sinais de alerta: a expectativa da taxa Selic voltar a subir nos próximos anos e o alto desemprego no país podem atrapalhar a crescente do mercado imobiliário. Os bancos garantem que estão sendo cuidadosos com suas garantias e que não haverá um boom de distratos, pois aprenderam com a última crise.

No Imobi, já trouxemos uma reportagem sobre como os imóveis retomados podem ser uma oportunidade de negócio quente para o pós-pandemia.

No Estadão, 6 dicas para boas fotos de um imóvel: pense na sequência de como a pessoa andaria no seu imóvel; arrume a casa; priorize iluminação natural; foque em imagens horizontais e cuide do ângulo; remova fotos e objetos pessoais; e recorra aos aplicativos de edição para dar aquele tapa final na iluminação e no ângulo.

FONTE: IMOBI REPORT

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