Caixa reduz juros para financiamento da casa própria atrelado à poupança

Em evento da Abrainc, em São Paulo, presidente da Caixa disse que as concessões de crédito imobiliário devem crescer 20% neste ano, para R$ 170 bilhões

A Caixa Econômica Federal vai reduzir os juros do financiamento para a casa própria, atrelado à poupança. O anúncio foi feito pelo presidente da instituição, Pedro Guimarães, nesta quinta-feira (24), durante evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em São Paulo.

De acordo com o banco, as novas taxas partem de 2,8% ao ano mais a remuneração da poupança (hoje em 6% mais a TR, taxa referencial, que totaliza 6,17%). Nesta condição, a taxa anual máxima vai a 8,97% ao ano, segundo a instituição.

A mudança representa queda de 0,15 ponto percentual em relação aos juros de 2,95% anunciados em setembro do ano passado. Segundo Guimarães, a mudança vale a partir de segunda-feira (28).

“Uma redução para o fundo da poupança, com rendimento da poupança a 6,17%, a gente reduziu 2,8%. Isso significa que o funding de poupança, de fato, está abaixo de 9%”, disse Guimarães falou no evento Summit Abrainc 2022, do qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, também faz parte.

Guimarães disse ainda que vai aumentar as concessões de crédito imobiliário em 20% neste ano, para a faixa de R$ 165 bilhões a R$ 170 bilhões.

Atrelado à poupança ou à TR

Tradicionalmente, as linhas de financiamento imobiliário atrelam os juros à TR. No caso da linha anunciada nesta quinta-feira pela Caixa, porém, as taxas são atreladas ao rendimento da poupança, que inclui no cálculo a TR, explica Marcelo Prata, especialista em crédito imobiliário.

“Em cenários de Selic mais alta, como vivemos agora, e sem perspectiva de redução, ir para essa opção da linha de crédito atrelada ao rendimento da poupança dá alguma previsibilidade”, diz.

Com o indexador como TR ou rendimento da caderneta, porém, o especialista ressalta que, na hora de contratar o crédito, é importante não olhar apenas para as taxas de juros finais.

“A conta precisa considerar o custo efetivo total, porque ele contempla não só a taxa de juros, mas seguros e outras despesas do financiamento”, diz.

Programa Casa Verde e Amarela

Em coletiva após o evento organizado pela Abrainc, Pedro Guimarães informou ajustes no Casa Verde e Amarela, programa habitacional do governo federal.

Segundo ele, a partir de 12 de abril, a renda máxima para programa passa a ser de R$ 2.400 por mês, contra R$  2.000 atualmente. Guimarães afirmou ainda aumento de 15% para o teto do valor do imóvel financiado.

“Por exemplo, se atendia um imóvel de R$ 200 mil, passa agora para R$ 230 mil. São dois impactos importantes nesse programa de habitação popular’, afirmou. “Houve um aumento em toda a economia mundial e uma valorização dos imóveis. O que aconteceu com isso? Vários imóveis que se qualificavam como casa verde e amarela passaram a não se qualificar nos últimos meses”, disse Guimarães.

FONTE: CNN BRASIL | BUSINESS

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